O blog Almanaque traz para você caro leitor,  dicas de DVDs, o que está sendo exibido nas telas da cidade, e ainda uma dica especial sobre o novo livro do jornalista Ruy Castro. Um abraço e até a próxima.

 

DVD

 

Os Trapalhões


A Europa Filmes programa o lançamento em DVD de 39 filmes do popular quarteto, a partir do raro Adorável Trapalhão (1967), estrelado apenas por Renato Aragão, em seu segundo filme. Os primeiros títulos sairão em 22 de setembro: O Cinderelo Trapalhão (1979), O Mundo Mágico dos Trapalhões (1981), O Casamento dos Trapalhões (1988), A Princesa Xuxa e os Trapalhões (1989) e Os Trapalhões e a Árvore da Juventude (1991). Em outubro, estão programados: Bonga - O Vagabundo (1971), Os Trapalhões na Serra Pelada (1982), A Filha dos Trapalhões (1984), Os Trapalhões no Rabo do Cometa (1985) e Uma Escola Atrapalhada (1990). Serão aproximadamente cinco lançamentos por mês.

 

Planeta terror

 

Robert Rodriguez está de volta nesta divertida e bizarra homenagem aos filmes de zumbi. Misturando terror extremo com ficção científica a dupla Rodriguez e Quentin Tarantino (que além de atuar é também produtor de Planeta Terror) narra o dia que um hospital é atacado por doentes infectados que aos poucos se transformam em monstros gosmentos. A heroína da história, uma dançarina da boate gostosona, tem sua perna arrancada, mas ganha de presente uma metralhadora como prótese. Imaginem o que ela fará com essa arma de grosso calibre. Lançamento em DVD duplo.

 

Para os fãs de westerns – Os Indomáveis.

 

Dan Evans (Christian Bale) é um homem honrado e íntegro. Ele vive com sua esposa Alice (Gretchen Mol) e seus dois filhos, em um modesto rancho no Arizona. Após ter sua propriedade queimada, e perder quase tudo, Evans sai em busca de sobrevivência.

 

Durante o trajeto, ele se depara com um assalto comandado por Ben Wade (Russel Crowe), um famoso assassino. Grayson Butterfield (Dallas Roberts), o xerife local oferece uma recompensa a Evans e a outros homens para ajudá-lo a capturar e a escoltar Wade até o tribunal de Yuma, no trem que parte às 3h10. Até mesmo algemado, Wade é destemido e perigoso, e ainda conta com a ajuda de diversos comparsas liderados por Charlie Prince (Ben Foster), que farão de tudo para libertar o temido fora da lei.

 

Ótima refilmagem com elenco encabeçado por Russel Crowe, Christian Bale, mas o destaque fica para atuação de Ben Foster como o braço direito de Ben Wade (Crowe), o violento e afetado Charlie Prince. O filme tem direção de James Mangold (Garota, interrompida 1999), Identidade (2003), Johnny e June (2005) entre outros.

 

Indiana Jones em DVD

 

Enquanto a nova aventura de Indiana Jones não chega em versão digital, o consolo é coleção com os DVDS dos três primeiros filmes que acaba de ser relançada numa caixa especial trazendo Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida, Indiana Jones e o Templo da Perdição e Indiana Jones e a Última Cruzada. Diversão garantida para todas as idades.

 

Na tela grande

 

Continua em cartaz no Cine Rio o sensacional Batman - O Cavaleiro das trevas, a melhor de todas as adaptações das histórias do homem morcego para o cinema. Destaque para o Coringa, vivido pelo ator Heath Ledger que faleceu logo após o final das filmagens.

 

Outra superprodução que também está em cartaz é A Múmia – A tumba do imperador dragão, seqüência das aventuras A Múmia e o Retorno da Múmia todos protagonizados por Brendon Fraser. Desta vez Rick O’Connell enfrenta ninguém menos que Jet Li, interpretando um sanguinário imperador com planos de imortalidade. 

 

Aventura sem maiores ambições do que apenas divertir.

 

Livros

 

Crônicas de Ruy Castro

 

O autor de biografias premiadas como “O Anjo Pornográfico”, sobre o dramaturgo Nelson Rodrigues, “Estrela solitária, um brasileiro chamado Garrincha”, e “Carmen”, biografia definitiva da pequena notável Carmen Miranda, o jornalista mineiro, mas radicado no Rio de Janeiro, Ruy Castro está com livro novo na praça - "Ungáua!" que reúne 101 crônicas de Ruy, um dos maiores contistas e cronistas do país. Publicados na Folha de São Paulo de fevereiro de 2007 a março de 2008, os textos abordam temas que vão da música popular ao cinema, da política à violência, de Tarzan à Dercy Gonçalves, sempre de um ponto de vista singular.

 

Jairo Severiano historiador da nossa música

 

Para quem gosta e quer conhecer mais sobre a nossa música, a dica especial é o novo livro do historiador Jairo Severiano - Uma História da música popular brasileira lançada recentemente pela Editora 34.

 

Nas mais de quinhentas páginas do livro, Jairo Severiano discorre sobre a evolução da música brasileira desde Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazaré, passando por Pixinguinha, os quatro grandes – Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Silva e Carlos Galhardo, os grandes sambistas da época de ouro, o primeiro samba gravado, Pelo telefone, a música no cinema, no teatro, os programas de rádio, a explosão do baião, a implantação da televisão no Brasil, os festivais de música popular, a jovem guarda, a bossa nova, o tropicalismo, até os dias atuais.

 

Uma história da música popular brasileira é uma obra de fôlego que, só poderia ter sido escrita por um profundo conhecedor. Nota 10.

 

 Um cineasta chamado Emílio Estevez

 

 

Na história de Hollywood existem muitos atores que se tornaram diretores e diretores que passaram para frente das câmeras. Alguns tomaram gosto e acabaram por trocar uma função pela outra definitivamente. Um exemplo é Sean Penn que depois que passou à direção deu um tempo na carreira de ator mesmo ganhando um Oscar por sua atuação em Sobre meninos e lobos, dirigido por Clint Eastwood, outro exemplo de ator que passou a dirigir e que como cineasta já ganhou dois Oscar, o primeiro por Os Imperdoáveis e o segundo por Menina de Ouro. Assim como Eastwood outros atores/diretores também foram agraciados com prêmios da Academia como melhor diretor e podemos citar Mel Gibson, por Coração Valente onde interpretou o personagem principal; Warren Beatty que atuou e dirigiu Reds; e ainda o mal fadado Kevin Costner que levou para casa o Oscar de diretor por Dança com lobos.

 

Estes são apenas alguns exemplos. O ator Emílio Estevez conhecido do público pela sua atuação em filmes como Repo Man, de Alex Cox realizado em 1984, a ficção “Z” Freejack – Os imortais (1992) onde contracena com Mick Jagger, Anthony Hopkins e Rene Russo sob a direção de Geoff Murphy que o dirigiria de novo na seqüência de Jovens pistoleiros (Young guns, 1988) Jovem demais para morrer. Emílio co-estrelou com Richard Dreyfuss na comédia policial Tocaia (1987) e na fraca seqüência Uma nova tocaia (1993) ambos dirigidos por John Badham. Tocaia é muito divertido e ainda conta com a exuberante beleza de Madeleine Stowe que faz uma pequena participação na parte dois. Em seu lugar entrou a comediante Rosie O’Donnell, mas conhecida pela sua interpretação de Betty, no primeiro longa-metragem dos Flintstones.

 

Estevez, que é filho de Martin Sheen (West Wings) e irmão de Charlie Sheen (Platoon) estreou na direção com "Wisdom" (1986), "Man at Work" (1990), "The War at Home" para televisão em 1996 e ainda alguns episódios de seriados. Mas podemos afirmar que a obra de amadurecimento cinematográfico viria em 2000 com a realização do longa metragem Censura máxima (Rated X). O filme baseado em fatos reais, conta a trajetória dos irmãos Artie (Charlie Sheen) e Jim Mitchell (Emilio Estevez) foram dois empresários de filmes pornôs que conheceram a fama e se entregaram ao mundo das drogas e sexo dos anos 70. Esteves reproduz os bastidores do filme Atrás da porta verde, clássico do cinema pornô.

 

Durante a faculdade de cinema, Jim travava duelos constantes com os professores que rotulavam que seus filmes eram de péssima qualidade e gosto duvidoso, violentos e com ênfase na pornografia. O plano de Jim era fazer filmes pornográficos para financiar seus projetos de arte. Convocou então, seu irmão Artie, para juntos formarem o império do cinema pornô.

 

O filme acompanha Jim e Artie em sua viagem através da autodestruição regada a muito dinheiro, drogas, e sexo desenfreado a ponto de destruírem suas relações familiares. Na década de 80, os filmes já não rendem tanto. Artie fica cada vez mais dependente e seu irmão se interna em uma clínica para se desintoxicar. Reabilitado, Jim toma então uma atitude que irá mudar para sempre suas vidas.

 

Emílio Estevez imprime em seu primeiro como diretor um realismo brutal e faz bom uso do flashback para mostrar a forma nociva como o pai, vivido por Terry O’Quinn (Lost) criou os dois irmãos. Apesar do tema escolhido, a indústria do cinema pornô, poucas cenas de sexo são mostradas. O pai de Emílio, Martin Sheen ficou apreensivo quando Charlie foi convidado para atuar no filme, pois acabara de sair de uma clínica de reabilitação e o pai temia que as cenas envolvendo consumo de drogas fizessem o filho ter uma recaída, mas no fim deu tudo certo.

 

Apenas em 2006 Emilio Estevez voltaria a sentar na cadeira de diretor ao realizar um projeto pessoal que levou sete anos para ser produzido. O filme intitulado Bobby é sobre o dia em que o senador Robert F. Kennedy foi assassinado na cozinha do Hotel Ambassador, em Los Angeles. No decorrer do longa metragem percebe-se tanto no roteiro como  na forma de filmar que,  Estevez sofreu a influência de filmes como Short Cuts e O Jogador, ambos dirigidos pelo genial Robert Altman.

 

O que assistimos é um panorama sociopolítico e cultural a partir da rotina de vinte e duas pessoas que têm suas vidas entrelaçadas e ligadas, direta ou indiretamente, ao senador Kennedy. Hotel Ambassador, Los Angeles, 04 de junho de 1968, nesta data a história de uma nação foi mudada drasticamente. O filme acompanha um dia na vida de 22 pessoas de diferentes raças, sexos, crenças e classes sociais, nos conduzindo por uma jornada onde seus destinos se interligam na noite em que o político mais carismático de toda a história, Robert F. Kennedy, Bobby, é assassinado.

 

O elenco estelar inclui nomes como Anthony Hopkins, também um dos produtores executivos; Harry Belafonte, Joy Bryant, Nick Cannon, Emilio Estevez, Sharon Stone, Laurence Fishburne, Brian Geraghty, Heather Graham, Anthony Hopkins, Helen Hunt, Demi Moore, William H. Macy, Shia LaBeouf, Elijah Wood entre outros.

 

O crítico Pete Hammond definiu assim a segunda incursão de Emílio Estevez na direção – “Com um dos mais espetaculares elencos, Bobby é "uma inesquecível experiência... “Uma poderosa lembrança do que os Estados Unidos poderiam ser”.  



Humberto Oliveira  

A Múmia ataca de novo

A Múmia: Tumba do Imperador Dragão estréia no Cine Veneza

O terceiro capítulo das aventuras do explorador Rick O’Connell, vivido por Brendan Fraser – A Múmia: A tumba do Imperador Dragão estréia nesta sexta-feira na tela do Cine Veneza (sessões 19h00 e 21h30). Depois de enfrentar Imhotep (Arnold Vosloo) em A Múmia (1999) e O retorno da Múmia (2001) ambos dirigidos por Stephen Sommers (Tentáculos, Van Helsing) Rick agora tem de enfrentar o Imperador Han interpretado por Jet Li, o tal Imperador Dragão.

Dirigido pelo nada sutil Rob Cohen que tem no currículo filmes como Dragão – A História de Bruce Lee (1993), Daylight - (1996) estrelado por Sylvester Stallone e ainda Velozes e furiosos (2001) e Triplo X(2002) o público com certeza deve esperar muita correria, ação e aventura.

No elenco de A Múmia – A tumba do Imperador Dragão destaque para Michelle Yeoh (O Tigre e o Dragão, 007 – O amanhã nunca morre) e a entrada de Maria Bello (Marcas da violência) que substitui a oscarizada Rachel Weisz (O jardineiro fiel) que se recusou a retornar ao papel de Evelyn, mulher de O’Connell nas duas aventuras anteriores.

Enquanto a Múmia 3 ocupa o Cine Veneza, Batman - O Cavaleiro das Trevas segue sua trajetória de sucesso de público em Porto Velho no Cine Rio. Boa diversão.

 

 

Dolores Duran para sempre

Quase cinquenta anos anos Dolores Duran

 

Para aqueles que hoje ultrapassaram a barreira dos quarenta anos, como eu,  e que através das antigas bolachaas pretas, como era chamado o long play ou disco, teve contato com a música popular brasileira reinante nos anos 1950, antes da chamada bossa, certamente em algum momento nestas quatro décadas ouvir alguma composição de Adiléia Silva da Rocha. O caro leitor deve estar se perguntando – quem? – explico – Adiléia era o nome de batismo de uma das maiores compositoras brasileiras – cujo nome artístico era Dolores Duran. Agora sim, você ligou o nome a pessoa.

 

Nascida no Rio de Janeiro, a 7 de junho de 1930, Adiléia Silva da Rocha ou melhor Dolores Duran juntamente com Maysa, Nora Ney e Ângela Maria se destacaram no chamado gênero samba-canção. Aquelas músicas em voga a partir dos anos 30 e que exaltava o amor romântico ou o sofrimento de um amor não consumado. Daí o gênero ganhar nomes como música de “fossa” ou de “dor de cotovelo que segundo o sambista Dilermano Pinheiro – o brasileiro já nascia escalado para sentir e vivenciar uma boa dor de cotovelo!

 

Do samba-canção ascendeu a bossa nova, da qual Dolores Duran, Tito Madi, Lúcio Alves, Dick Farney, Johnny Alf entre outros foram precursores que influenciaram de um modo de outro artistas como Tom Jobim, Carlos Lyra, e claro João Gilberto. Mas muito antes, Dolores já encantava o público as boates onde a moça se apresentava cantando músicas dos mais variados gêneros e línguas como o espanhol, italiano e o francês, sendo seu ponto forte os boleros, dai o seu nome:Dolores. Afinal de contas quem iria parar para ouvir alguém chamado de Adiléia?

 

Dolores gravou o primeiro disco em 1952. No repertório sambas para o carnaval do ano seguinte como Que bom será e Já não interessa. Apenea em 1956 grava um dos seus maiores sucessos como intérprete: A Filha de Chico Brito, composição de ninguém menos que o humorista Chico Anísio.

 

Foi em 1957 que aconteceu o famoso encontro entre Dolores  e Tom Jobim, então um estreante que mostrou uma composição que ganharia letra do parceiro Vinicius de Moraes, mas ao ouvir a melodia, Dolores se encantou e pediu pro Tom a preferência para escrever a letra. Claro que o jovem compositor vacilou um pouco, tentou argumentar, porém a insistente Dolores conseguiu o que queria. A música recebe o título de Por causa de você. E quanto a letra do poetinha? Bem, Dolores mandou um bilhete para Vinicius com uma cópia de sua letra. Ao ler, o poeta preferiu a da cantora e rasgou sua. Tom e Dolores seriam parceiros ainda na maravilhosa Estrada do Sol.

 

A partir de então a passa a compor, nos seus últimos dois anos de vida algumas das mais lindas, tristes e ternas músicas que hoje fazem do nosso cancioneiro como Fim de caso, Castigo, Não me culpe, A noite do meu bem, Olha o tempo passando entre tantas outras obras primas.

 

A partir daí compõe, nos seus últimos dois anos de vida, algumas das mais lindas, tristes e ternas músicas da MPB, como Castigo, A Noite do Meu Bem, Olha o Tempo Passando e Estrada do Sol, entre outras tantas.

 

Dolores Duran, assim como Noel Rosa, viveu pouco, mas intensamente. Em 24 de outubro de 1959, com 29 anos, Adiléia chegou em casa às sete horas da manhã depois de uma apresentação no Little Clube e claro, uma esticada na noite com um grupo de amigos. Dolores diz a empregada dizendo – “Não me acorde. Estou muito cansada vou pro quarto e dormir até morrer”. Á noite foi encontrada morta, vítima de uma ataque cardíaco fulminante.

 

Quem teve a oportunidade de assistir ao programa da série “Por toda a minha vida”, exibido na última quinta-feira conheceu um pouco da história, da vida ,da carreira e também da música de Dolores Duran. Uma justa homenagem a esta cantora e compositora cujos fãs comemoram no ano que vem o cinquentenário de sua morte.

 

Humberto Oliveira

Depois da estréia do longa-metragem baseado nos quadrinhos de Frank Miller, o épico 300, chega a vez de mais um personagens de HQ, Motoqueiro Fantasma, protagonizado por Nicholas Cage.
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